O Colégio / Projeto Educativo

Projeto Educativo

Tema integrador:

˜Eu também sou Portugal -

Património

 

 

Nota Introdutória

A alma de um sistema escolar gravita em torno doseuProjeto Educativo. É em torno deste documento que os diferentes agentes educativos espelham o seu entendimento do contexto escolar, projetam e operacionalizam as estratégias necessárias para ultrapassar obstáculos, bem como se organizam em torno de metas e objetivos, explicitando o modo como o Colégio se propõe fazer cumprir a sua ação pedagógica e educativa. Esta compreensão holística e sistémica gera uma experiência partilhada que se quer coordenada e geradora de sinergias.

Tendo por base o enquadramento do conceito primordial deste projeto, considera-se que segundo Durkheim, Educação é definida como a “(…) a acção exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objectivo suscitar e desenvolver, na criança certo número de estados físicos, intelectuais e morais (…)”. É de ressaltar que é com a primeira República que a “(…) preparação para a escola” (Cardona, 2006, cit. por Ramos, 2012; p.12), a valorização da educação de infância e as características e especificidades das crianças se tornam temas centrais, até porque são funções da educação transmitir conhecimentos, atitudes e valores, tal como ajudar no processo de integração social.

 Esta definição reporta para o conceito de socialização, que segundo que segundo Giddens “é o processo através do qual as crianças (…) aprendem o modo de vida da sociedade em que vivem” (2004; p. 27), sendo que este é concretizado através de diversas instâncias de socialização, e encontra-se subdividido em duas grandes fases, a saber: a socialização primária, que ocorre durante a infância e é essencialmente transmitido pela família, e a socialização secundária, que decorre num momento mais tardio da infância até à idade adulta, sendo aqui que a escola, o grupo de amigos e outras instituições ganham importância.

Salientando-se as transformações socioeconómicas, em que a mulher necessita de ingressar no mercado de trabalho, quer pela necessidade de ajudar economicamente quer pela sua emancipação, levando mães e avós a estarem menos disponíveis para acompanharem a fase mais precoce da criança, leva a que exista a necessidade de que os berçários e creches estejam preparadas para acolherem os mais novos, sendo agentes cruciais de socialização ainda na fase primária. Tendo em conta que o Colégio Marca d’Água já se encontra capacitado para acolher crianças desde os 3 anos até ao 9º. Ano, faz sentido que possa ser uma escolha para idades mais precoces.

 

Por forma a operacionalizar o Projeto Educativorecorrer-se-á ao Plano Anual de Atividades (cf. ma_004), Projeto Curricular (cf.ma_003) e ao Regulamento Interno (cf. ma_001). Cada grupo/turma verá vertida as suas idiossincrasias e necessidades nos diferentes Projetos Curriculares de Grupo e Turma.

Assim, e em função do Projeto Educativo, o Colégio Marca d’Água operacionaliza o:

  • Plano de Atividades, enquanto suporte documental que explicita as realidades e vicissitudes locais, organiza as ações e identifica os recursos envolvidos para as diferentes atividades;

  • Regulamento Interno, que define e explicita os direitos, deveres e regras de conduta de toda a comunidade educativa;

  • Projeto Curricular que explicita o modo como a Escola se propõe fazer cumprir a sua ação pedagógica e educativa, tendo em vista o cumprimento das metas curriculares estabelecidas para cada grupo turma;

  • Projeto Curricular de Grupo ou Turma, elemento que adapta o currículo nacional à situação real do grupo ou turma, tendo por base a filosofia adotada internamente e as orientações emanadas pela tutela.

Como qualquer documento de orientação escolar, o Projeto Educativo é um documento vivo, que remete para a dialética constante entre a avaliação e a intervenção e entre o passado e o futuro, ajudando a evidenciar/construir um presente pedagógico suportado em boas-práticas.

Para a implementação do mesmo, estamos cientes da importância da busca de respostas pedagógicas mais adequadas às caraterísticas, necessidades e interesses de todas as/os crianças/alunos. Julgamos que só através da implementação de práticas e estratégias de diferenciação do trabalho na sala de atividades/sala de aula, será possível promover o sucesso escolar e educativo, permitindo a existência de uma escola verdadeiramente inclusiva. É na troca de experiências e saberes entre os intervenientes no processo educativo que se promove uma escola unida e aberta, proporcionando um ambiente educativo mais rico, onde seja agradável crescer-se enquanto pessoa.

É com este enquadramento ao nível das preocupações sociais e pedagógicas que foi desenhado, para o triénio 2016/2019, o Projeto Eu também sou Portugal – Património, ervindo de tema integrador das aprendizagens.

Este projeto sofre readaptações com a entrada em vigor do decreto lei nº. 55/2018, permitindo ao Colégio usufruir da autonomia e flexibilidade curricular. Tendo por base esta legislação, será tido em conta as aprendizagens essenciais do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e Estratégia Nacional da Educação para a Cidadania.

Um focus exclusivo apenas numa única dimensão do ser humano é, por inerência, redutor. Desta forma, acreditamos que todas as aprendizagens devam convergir para uma cidadania plena, em que o ato reflexivo seja uma constante, levando a que o aluno coloque em causa a realidade que conhece e, assim, seja capaz de desenhar alternativas mais justas e funcionais. Tendo em conta as novas orientações foi desenhado um ambiente educativo que leva à exploração e à descoberta dos mais variados temas (sociais, políticos, culturais, ambientais, relacionais e de equidade de género) para que possa proporcionar uma motivação e interesse acrescidos, decorrentes de estratégias educativas diferenciadas. Espaços de aprendizagem inovadores e estimulantes contribuem não só para fomentar a aquisição de conhecimentos básicos, capacidades, atitudes e hábitos que permitam aos alunos/às crianças obter sucesso na sua aprendizagem escolar mas, também, a sua plena inserção no contexto onde vivem estimulando um desenvolvimento integral e proporcionado o desenvolvimento de competência de procura de saber.

O Projeto Educativo, enquanto documento de toda a orientação pedagógica evidenciada anteriormente, estrutura-se em torno dos seguintes tópicos:

  1. Caracterização do Colégio

  2. Filosofia do Colégio Marca d’Água;

  3. Organização das diferentes valências;

    1. Finalidades a atingir durante a vigência do Projeto Educativo;

  4. Estratégias de operacionalização;

  5. Avaliação do projeto.

Capítulo 1

Caracterização do Colégio

 

1.1 Historial do Colégio

O Colégio Marca d’Água é um Estabelecimento Particular, a funcionar desde o dia 01/11/2004, altura em que quatro sócios da Escola Vértice – Cooperativa de Ensino Polivalente Vértice, na altura com Pré-escolar, 1º. Ciclo e Ensino Profissional, decidem avançar com um novo projeto de modo a criarem condições para construírem um Colégio de raiz. Os quatro sócios (um avô, uma mãe e dois netos/filhos) alugam as instalações de um antigo colégio em Penamaior, onde ficam sediados durante 10 anos, tendo valências de Pré-escolar, 1º. Ciclo e 2º. Ciclo, no último ano.

Em setembro de 2014, mudam-se para novas instalações, em Frazão, situadas numa antiga escola primária, totalmente remodelada, que permite maiores e melhores condições para o processo de ensino/aprendizagem e o alargamento a mais um novo ciclo de ensino – o 7º. Ano. Além disso, encontra-se mais próxima da sede de concelho.

No ano letivo 2015/2016 é inaugurado um novo edifício, contíguo ao primeiro, onde se desenvolvem as valências de Pré-escolar e solicita-se o funcionamento da valência de Creche.

No ano letivo 2016/2017, o Colégio Marca d’Água amplia a sua oferta até ao 9º ano de escolaridade. Nesse ano um dos sócios fundadores vem a falecer, ficando o Colégio apenas com dois sócios.

1.2Situação Geográfica

O Colégio Marca d’Água está situado na freguesia de Moinhos - Frazão, no concelho de Paços de Ferreira, na parte norte da zona central do distrito do Porto. Pertence não só à região do Tâmega, como também ao Agrupamento de Municípios da Comunidade Urbana do Vale do Sousa, onde podemos encontrar os concelhos de Lousada, Penafiel, Paredes, Felgueiras e Castelo de Paiva.

O concelho insere-se na bacia hidrográfica do Douro, num planalto de média altitude, denominado “Chã de Ferreira”. Situa-se entre o litoral e o interior do distrito do Porto, exibindo paisagens de grande beleza natural, casario disperso entre espaços rurais e zonas urbanas e industriais.

De acordo com a Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS), o colégio encontra-se inserido no PT115 Tâmega (NUTS 3). Atualmente, com a reestruturação territorial, Paços de Ferreira é constituído por 12 freguesias: Carvalhosa, Eiriz, Ferreira, Figueiró, Frazão/Arreigada, Freamunde, Meixomil, Paços de Ferreira/Modelos, Penamaior, Raimonda, Sanfins/Lamoso/Codessos e Seroa, ocupando uma área de cerca de 70,99 Km2, com 7 491 habitantes (dados de 2011).

A nível humano e educativo, e de acordo com o Instituto da Segurança Social, IP (Tipificação das Situações de Exclusão Social em Portugal Continental, Lisboa), Paços de Ferreira integra o grupo de 36 concelhos denominados de “Territórios industriais com forte desqualificação”. São apontadas como condições desfavoráveis no processo de geração de inclusão o acentuado défice de integração escolar e de qualificações escolares e profissionais. Este estudo revela, ainda, que Paços de Ferreira possui uma população jovem, mas com muito poucos recursos escolares e de qualificação, o que se traduz nas mais altas taxas de população com escolaridade menor ou igual à obrigatória, de abandono escolar precoce, de saída antecipada do sistema de ensino e, também, em elevados valores de indivíduos que desempenham profissões desqualificadas.

Apesar das elevadas taxas de desemprego no concelho, tem sido realizado um esforço para que os adultos voltem à escola e aproveitem a situação de desemprego para melhorarem a sua escolaridade, e, deste modo, as oportunidades de encontrarem novos e melhores empregos.

O abandono escolar desce acentuadamente com a obrigatoriedade da escolaridade até aos 12 anos.

  • Infraestruturas do Colégio

É esta realidade formativa do concelho que o Colégio Marca d’Água não escamoteia, assumindo-a, pelo contrário, como um elemento social importante para o qual é necessário desenhar respostas direcionadas, para que se possa continuar a apresentar como um efetivo agente ativo no processo de qualificação social, traduzindo-se num alicerce para apoiar as famílias a encontrarem soluções estáveis, servindo de retaguarda que muitas vezes a família necessita, designadamente aquando das férias escolares e na ajuda da aquisição e consolidação das matérias e das diferentes competências a adquirir em cada idade.

Para este processo de construção individual, o Colégio Marca d’Água tem investido fortemente, nos últimos anos, na requalificação do seu património, por forma a melhor responder aos desafios que lhe têm sido colocados pela comunidade educativa e envolvente.

O Colégio Marca d’Água insere-se num terreno com 4500 m2, dos quais 1397 são utilizados para implantar os dois edifícios. A restante área destina-se a espaços públicos de recreio. A área total edificada é de 2428m2.

O atual espaço do Colégio pertencia à antiga Escola Primária de Moinhos que, devido a políticas de reestruturação educativa, fora encerrada. Apesar de, atualmente, o espaço edificado se encontrar praticamente irreconhecível devido aos múltiplos aumentos e melhorias, não podemos descurar este facto, pois parece-nos relevante a continuidade de função educativa num dos espaços históricos de Paços de Ferreira.

Este novo espaço reflete a preocupação de uma gestão eficiente dos recursos, operacionalizada na concentração e melhoria dos equipamentos, na oferta de maior conforto e centralidade, num edifício moderno e funcional, desenhado a pensar nas crianças e nas suas famílias.

No edifício principal podemos encontrar os serviços e as valências de 1º., 2º. e 3º. Ciclos do Ensino Básico e no Edifício adjacente a Creche e o Jardim de Infância.

A Creche e o Pré-escolar estão instaladas no segundo edifício, tendo entrada independente das restantes valências de modo a manter os bebés e crianças mais novas resguardadas, proporcionando-lhes um ambiente mais tranquilo e securizante. Além disso, apesar de ser um primeiro piso, a entrada independente está à face da estrada, não existindo degraus de acesso ao mesmo.

Assim, no piso da creche existe:

  • na entrada um espaço para recreio interior, com brinquedos para que as crianças possam brincar em dias de chuva;

  • uma pequena área de receção que se destina a acolhimento/receção e atendimento;

  • um gabinete de direção, que pode servir, também para atendimento personalizado;

  • uma sala de recobro, para isolamento de crianças que adoeçam na creche;

  • uma casa de banho de adultos;

  • uma casa de banho para pessoas com mobilidade reduzida;

  • uma arrecadação para produtos de limpeza.

A área de berçário é composta por:

  • sala de berços para repouso dos bebés, com cortinas que permitem o escurecimento deste espaço;

  • sala-parque para os tempos ativos das criança, dispondo de brinquedos adequados à idade;

  • copa de leites para preparação e distribuição de leite, com armários, esterilizador de biberões e zona de lavagem;

  • zona de higienização das crianças dispondo de bancada para muda de fraldas, banheira com água corrente, prateleiras para vestiário das crianças, recipiente hermético para fraldas sujas e espaço para arrumação de produtos de higiene                                                                                                   com portas, para que esteja fora do alcance dos bebés, proporcionando-lhes segurança.

Nesta zona os espaços têm comunicação entre si permitindo a observação permanente já que existem vidros nas portas. Este espaço está separado da restante área da creche por porta de correr, de modo que as entradas e saídas se façam com segurança.

Existem, ainda, duas salas de atividades para crianças desde a aquisição da marcha até aos 2 anos e dos 2 aos 3 anos. Netas salas existem dois armários; um para acondicionar os catres e outro com cacifos individuais para colocar os objetos das crianças e, parte superior, local para arrumar material didático e de desgaste.

De apoio às duas salas existe uma área de refeições exclusiva às crianças da creche, com mobiliário adequado às refeições das diferentes etapas.

As instalações sanitárias com cinco lavatórios e cinco sanitas de tamanho infantil, zona de duche, instalação para despejar potes, recipiente hermético de fraldas sujas, prateleiras com divisórias para colocar produtos de higienização das crianças, muda fraldas, e zona de primeiros socorros.

No corredor, existe, ainda, cabides individualizados que permitem a colocação dos sapatos de exterior, casos e mochilas, de apoio a todas as salas.

A creche usufrui de sistema de aquecimento.

 Existe um recreio exterior, parcialmente coberto, com pavimentação apropriada para que as crianças possam brincar de forma mais ampla. Existem brinquedos como carrinhos de empurrar, triciclos, jogos de chão, uma mesa com bancos incluídos, uma casa,… Este recreio é de uso exclusivo da creche.

O acesso ao r/c é feita por duas escadas, uma em cada extremidade da creche, com portas e cancelas, de modo a proteger os mais novos. Existem corrimões adequados para seu suporte. A entrada pode ser realizada, ainda, pelo edifício principal (r/c).

No piso do r/c está localizada o Jardim de infância, com espaços comuns à Creche, designadamente, uma sala polivalente com televisão, quadro interativo, computadores e biblioteca; casa de banho e vestiário de educadores, com cacifos individuais e zona de duche.

Neste piso existem três salas de atividades para crianças em idade pré-escolar, um refeitório de uso exclusivo das crianças do pré-escolar, uma zona de leitura exterior com acesso ao refeitório e instalações sanitárias com sanitários e lavatórios pequenos e grandes e uma zona de duche.

No corredor existem zonas de cacifos individuais para arrumação de objetos pessoais e cabides individuais.

O Pré-escolar tem um recreio exterior para as suas crianças e um recreio coberto, com espaço de horta, que poderá servir as diferentes valências, em horários diferenciados.

No edifício central, no r/c, existe uma zona de receção, atendimento e acolhimento, havendo um arrumo mais resguardado para colocação de processos dos alunos (em espaço devidamente fechado), material de apoio às aulas, material de desgaste e fotocopiadoras.

Existem quatro salas de 1º. Ciclo, instalações sanitárias para o sexo feminino, masculino, para pessoas com baixa mobilidade, casa de banho de adultos do sexo masculino e casa de banho de adultos do sexo feminino.

Existe uma zona de refeitório, cozinha, despensa de frios, despensa diária, despensa de produtos de higiene, instalação sanitária com cacifos e zona de duches, casa do lixo e zona de roupas.

Existe ainda uma zona de pessoal, com uma sala de atendimento e uma sala de professores.

O ginásio encontra-se neste piso, bem como a arrecadação de material e balneários masculinos, femininos e do professor, com zona de duches, instalações sanitária e zona de vestiário.

No 1º. Piso existem cinco salas de aulas, um laboratório, uma ludoteca, uma sala de Educação Visual e Educação Tecnológica com lavatório para higienização de materiais, dois gabinetes de direção, uma arrecadação e instalações sanitárias masculinas e femininas.

 

Na parte exterior do edifício existe um recreio com campo de jogos e uma estrutura com escorrega, ponte e rampa de escalada.

As condições físicas, apesar de fundamentais, devem ser entendidas como alicerçantes de toda a componente humana e pedagógica, espelhada na filosofia da instituição de ensino.

1.4 Recursos Humanos

Direção

A Direção do Colégio subdivide-se na Direção Geral, na Direção Pedagógica Colegial e na Direção Executiva. A segunda é constituição por um elemento afeto à direção geral e por elementos responsáveis por cada valência, constituindo uma direção pedagógica colegial.

A Direção Executiva é integrada por um elemento responsável pelos Serviços de cozinha/cantina, Serviços administrativos, Serviços de transporte, Serviços de limpeza e Serviços de Contabilidade.

 

Pessoal Docente

O Colégio tem vindo a realizar esforços para a estabilidade do seu corpo docente. Neste momento fazem parte da orgânica do Colégio seis educadoras de infância, cinco professoras de 1º. Ciclo do Ensino Básico, três professoras de 2º. Ciclo (uma delas com valência em Educação Física) e uma Professora de Inglês. Em regime de tempo parcial, trabalham no Colégio mais quinze professores de diferentes áreas disciplinares.

 

Pessoal Não Docente

No Colégio trabalham seis auxiliares de ação educativa/animadoras socioculturais, uma cozinheira, uma auxiliar de cozinha, dois motoristas e uma administrativa.

Importa referir que o Colégio contratualizou com outras entidades a prestação de serviços de contabilidade (Exacta), limpeza (Higiprime), Psicologia e terapias (Espaço Saúde), prestação de serviços de auxiliares de ação educativa (Elus), Saúde Segurança e Higiene no Trabalho (Interprev, SA), Segurança Alimentar (Interprev SA) e Controlo de pragas (Darkcode).

 

 

Capítulo 2

Filosofia do Colégio

A sociedade da qual fazemos parte é, assumidamente, complexa e multifacetada. Somos de opinião que só estando preparados para a diversidade é que estaremos realmente aptos para assumir um papel socialmente ativo e integrado.

Enquanto elemento privilegiado de socialização, a Escola assume-se como um palco natural para a educação e cidadania,onde se articulam competências diversificadas, capacidades, aprendizagens, atitudes e valores. Nestes termos, a dimensão social, enquanto fator integrante da educação está, necessariamente, presente em todas as iniciativas levadas a efeito, pelo que o Colégio tem de se construir na e com a comunidade, privilegiando sistemas de comunicação interna otimais, bem como redes de contacto privilegiado com a comunidade.

É neste cenário que o Colégio Marca d’Água defende valores de caráter humanista e atitudes e ações de âmbito social, tais como:

 

  • Liberdade, em que se pretende que o/a aluno/criança…

    • Fomente o respeito por si mesmo e pelos outros, bem como aceite as diferenças;

    • Usufrua da sua liberdade, promovendo o respeito pelas regras estabelecidas, reconhecendo que a liberdade individual termina quando interfere com a liberdade do outro;

    • Saiba estabelecer prioridades, cultivando o espírito crítico e a reflexão.

 

  • Participação, em que se pretende que o/a aluno/criança …

    • Se posicione e intervenha como um elemento ativo e participativo, capaz de agir com responsabilidade e sentido crítico sobre a realidade envolvente;

    • Seja um agente definidor de regras, limites e obrigações.

 

  • Socialização, em que se pretende que o/a aluno/criança …

    • Fomente o espírito de solidariedade e de cooperação entre todos os elementos da comunidade escolar;

    • Se consciencialize para a importância do cumprimento de regras de convivência em sociedade.

 

  • Responsabilidade, em que se pretende que o/a aluno/criança …

    • Reforce e valorize as atitudes positivas, como estímulo para um estilo de vida adaptativo e saudável;

    • Promova, junto da comunidade escolar e da sociedade em geral, uma ação conjunta de estabelecimento e aceitação de regras.

 

  • Civismo, em que se pretende que o/a aluno/criança …

    • Promova a construção de uma consciência ecológica tendente à valorização e preservação do património natural e cultural e ao respeito pelos espaços comuns;

    • Se sensibilize para as problemáticas ao nível local, regional, nacional ou internacional, e salientar a importância do contributo individual para a ação conjunta;

 

  • Tolerância, em que se pretende que o/a aluno/criança …

    • Promova o respeito e a tolerância para consigo e para com os outros, atendendo às diferenças pessoais, familiares, culturais e de género.

Tendo por base o esquema conceptual do Perfil dos alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, acreditamos que estes valores só são possíveis de atingir o seu desenvolvimento otimal quando a/o criança/aluno se encontra inserida num meio rico, estimulante e diversificado, que só uma população multicultural consegue oferecer.

Neste sentido, o Colégio Marca d’Água estimula a constituição de grupos-turma compostos por diferentes perfis sociais e económicos. Funcionalmente tal é possível graças aos contratos de desenvolvimento e simples atribuídos pelo Ministério da Educação e à integração de todos os alunos, sem realização de seleção no ingresso do colégio.

O elemento agregador relativo aos encarregados de educação do Colégio Marca d’Água é o facto de acreditarem que o projeto educativo deverá encontrar-se assente no respeito pelo/a aluno/criança enquanto ser individual, agente de uma cidadania responsável e democrática.

A promoção do sucesso educativo faz-se através de um plano individualizado e integrado que começa na creche e se prolonga até ao 3º. Ciclo, otimizando as competências bio-socio-educativas de cada indivíduo. Para concretizarmos este projeto escolhemos aqueles que nos parecem ser os alicerces fundamentais:

 

Formação Integral

O Colégio Marca d’Água, enquanto palco educativo de aquisição de conhecimentos e competências, oferece à criança/aluno a vivência um local privilegiado onde pode experimentar a vida em sociedade, conciliando a importância de um tempo para trabalho e um tempo para lazer.

O/a aluno/criança é chamado a viver a escola fazendo parte das Assembleias do Colégio, onde são discutidos entre alunos/crianças/professores/educadores e pessoal não docente assuntos como: conflitos entre alunos, regras dos diferentes espaços do Colégio, regras nos espaços exteriores ao Colégio (aquando das visitas de estudo), regras de concursos, propostas de atividades, … Complementarmente, o/a aluno/criança deverá sentir o espaço escola como um espaço seu, em que se espera que seja o ator principal do seu desenvolvimento.

É esperado que os adultos expliquem a cada aluno/criança o que é esperado de si, em cada contexto e o motivo dessa mesma expectativa, existindo para cada grupo/turma um educador/tutor que gere as suas dificuldades/expectativas/potencialidades, devendo ser sempre o objetivo último o desenvolvimento de competências de forma integral.

 

Equipa docente empenhada e competente

A consolidação de uma equipa empenhada e competente é reforçada pela estimulação de um contexto em que as funções de cada elemento se encaixam no perfil individual, para que o processo motivacional de docentes e alunos surja de forma natural. No Ensino Pré-Escolar, as Educadoras, normalmente, acompanham o grupo ao longo de todo o seu percurso, até à entrada no 1º CEB. No 1º ciclo temos uma equipa de professores que, normalmente, acompanham a turma do 1º ao 4º ano. Nos restantes níveis de ensino pretende-se que exista uma estabilidade do corpo docente, de modo a promover uma dinâmica relacional e de continuidade no processo educativo.

É, também, procurada a especialização e reciclagem dos nossos docentes, de acordo com as suas habilitações profissionais e competências (inter)pessoais. Estamos conscientes que a qualidade dos recursos humanos é um dos fatores-chave de sucesso numa escola, pelo que a formação contínua de todos os funcionários docentes e não docentes também tem sido uma preocupação constante da nossa organização interna.

 

Rigor e empenho

O Projeto Educativo desta instituição impõe, desde a creche, o cumprimento das metas estabelecidas para cada idade e para cada valência e ano de escolaridade, dando particular importância ao Português e à Matemática, sendo estabelecidas regras de avaliação sumativa exigentes em todos os níveis de ensino.

No Ensino Básico são implementadas, por trimestre, duas fichas de avaliação por cada área curricular, exceto no último período, que será obrigatório implementar uma ficha para todos os alunos e uma opcional em situações pontuais de necessidade de recuperação de classificação.

As fichas são planeadas em conjunto pelos professores de cada ano de escolaridade e por um elemento da direção pedagógica colegial. Esta cultura de rigor também está presente na forma como a instituição considera fundamental a existência de trabalhos de apoio e consolidação de conhecimentos no Ensino Básico, para que o aluno consolide os conteúdos abordados, adquira hábitos de trabalho e desenvolva o sentido de responsabilidade. É importante que o encarregado de educação não se substitua ao aluno, devendo apenas orientar o educando nessa tarefa, para que a consolidação dos conteúdos aconteça. O Colégio faz um esforço para encontrar um equilíbrio na carga estipulada de tarefas, para que o aluno tenha tempo livre para brincar e para atividades não curriculares. Esses trabalhos para casa no Ensino Básico são comunicados aos encarregados de educação, no caderno de trabalhos de casa/agenda. Além disso, poderão, os alunos que chegam mais tarde a casa usufruírem de um tempo para executarem os mesmos no Colégio.

 

Apoio pedagógico individualizado

Em cada turma podem existir alunos que revelem capacidades excecionais de aprendizagem e outros que manifestem dificuldades em qualquer disciplina, área curricular disciplinar ou não disciplinar. Tais alunos necessitam de um apoio pedagógico personalizado. No pré-escolar, existe uma educadora de ensino especial afeta à Equipa Local de Intervenção. No 1º ciclo, tal tarefa é concretizada com recurso à Psicologia, outras terapias e ao professor titular que irão ajudar nesta tarefa de implementar trajetórias individuais de aprendizagem dos alunos, de analisar qualitativamente as suas tarefas e de promover a integração de cada indivíduo na heterogeneidade da turma. Poderá, ainda, haver a necessidade de um apoio extraordinário realizado por outro professor que não o de turma – professor de apoio ou professor de ensino especial.

No 2º CEB e 3º. CEB, além do suprareferenciado para o ciclo anterior, existem tempos dedicado ao apoio ao estudo, com vista a consolidar competências de trabalho pessoal e possível ultrapassagem de dificuldades. Além disso, poderá existir apoio extra para os alunos que revelem mais dificuldades.

No ano letivo 2014/2015 foi implementado tempo extraordinário para a disciplina de  Inglês de forma a preparar os alunos para a utilização fluente da língua inglesa e contacto com uma nova língua (Francês/Espanhol).

Além disso, em conjunto com o professor titular ou professor da disciplina, o aluno ou encarregado de educação poderá propor atividades de promoção das mesmas competências, tais como: escrita de um livro, realização de uma passagem de modelos, teatro, concurso de canto e dança, …

 

Rede de cooperação escola-família

O Colégio tenta estabelecer uma boa forma de comunicação com os Encarregados de Educação, promovendo o seu envolvimento em todo o processo de ensino-aprendizagem. Para além do atendimento telefónico e presencial, os Encarregados de Educação são convidados a participar em toda a dinâmica escolar dos seus educandos, desde o desenvolvimento de atividades diversas com a turma até ao ensaio e participação nos momentos culturais promovidos pelo colégio. Os pais poderão, ainda, solicitar o acompanhamento do aluno/criança dentro do espaço escolar (sala de atividades, sala de aula, refeitório, pátio ou parque), desde que garanta o cumprimento das atividades letivas.

Complementarmente, o Colégio tem vindo a desenvolver múltiplos momentos de contacto com os Pais e Encarregados de Educação em que estes, em conjunto com a professora/educadora titular de turma/grupo e diretor de turma, têm vindo a desenvolver atividades relacionada com o Projeto de Grupo/Turma, possibilitando o contacto direto de cada Encarregado de Educação com os colegas do(a) seu(sua)educando(a).

Gerimos os recursos materiais e humanos de forma integrada e orientamo-los para a execução de um Plano Educativo personalizado e de qualidade que procure a formação global do aluno/criança. Resumindo, acreditando que os nossos alunos serão os adultos que queremos ter como cidadãos, profissionais e amigos, assentamos a sua educação em pilares de conhecimento como aprender a ser, aprender a viver em comunidade, aprender a compreender, aprender a fazer, aprender a pensar e, não menos importante, aprender a autorrealizar-se/motivar-se/estimar-se.  

 

Capítulo 3

Organização das diferentes valências

 

3.1 Organização da Creche e Pré-Escolar

 Na Creche e Pré-escolar é tido em conta as Orientação Curriculares para a Educação Pré-Escolar (2016).

Deste modo, estão contempladas as diferentes áreas de conteúdo:

  • Área de Formação Pessoal e Social;

  • Área de Expressão e Comunicação

    • Domínio da Educação Motora (ministrada por Professor de Educação Física)

    • Domínio da Educação Artística

      • Subdomínio das Artes Visuais

      • Subdomínio da Dramatização

      • Subdomínio da Música (ministrada por Professora de Música)

      • Subdomínio da Dança

  • Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita

  • Domínio da Matemática

  • Área do Conhecimento do Mundo

Além destas atividades, as crianças estão expostas à aprendizagem da língua inglesa, por professor desta área.

Nos 4 e 5 anos, tendo em conta a necessidade da existência de um trabalho de projeto, de proporcionar atividades de promoção da criatividade, de motivação para a descoberta e da procura de soluções, as crianças usufruem do programa de estimulação Fastrackids.

 

3.2 Organização do 1º. Ciclo do Ensino Básico

 No 1º. Ciclo do Ensino Básico, tendo por base a matriz curricular estabelecida, existem os seguintes componentes do currículo:

  • Português;

  • Matemática;

  • Estudo do Meio;

  • Expressões artísticas e físico-motoras;

  • Apoio ao Estudo;

  • Inglês para todos os anos do 1º. ciclo;

  • Fastrackids (1º. e 2º. Anos, até à conclusão do programa).

No ano letivo 2018/19, a turma do 1º. Ano a área das Expressões artísticas e físico-motoras, é substituída pela

  • Educação Artística (Artes Visuais, Expressão Dramática/Teatro, Dança e Música);

  • Educação Física.

Além destas atividades, os alunos usufruem de oficinas que complementam as aprendizagens, tornando-as mais práticas e apelativas: oficina dos pequenos leitores, oficina dos pequenos matemáticos e oficina dos pequenos cientistas.

Existirão, ainda, momentos para o desenvolvimento de projetos e para trabalhar problemáticas relacionadas com a Cidadania e o Desenvolvimento, de forma transversal.

Estas áreas são ministradas pelo professor titular de turma e por outros de áreas específicas, a designar no Projeto Curricular de Turma.

Existe ainda a possibilidade de os alunos realizarem as atividades de consolidação de conteúdos no Colégio três dias por semana. Nos outros dois dias destinam-se a atividades livres.

 

3.3 Organização do 2º. Ciclo do Ensino Básico

No 2º. Ciclo do Ensino Básico, tendo por base a matriz curricular estabelecida, existem os seguintes componentes do currículo:

  • Línguas e Estudos Sociais

    • Português;

    • Inglês;

    • História e Geografia de Portugal;

    • Cidadania e Desenvolvimento (no ano letivo 2018/2019);

  • Matemática e Ciências;

    • Matemática

    • Ciências Naturais

  • Educação Artística e Tecnológica;

    • Educação Visual;

    • Educação Tecnológica;

    • Educação Musical;

    • Tecnologias de Informação e Comunicação (para o 5º. Ano, no ano letivo 2018/2019);  

  • Educação Física;

  • Formação Artística (para o 5º. Ano);

  • Oferta complementar de 2ª. língua estrangeira (espanhol ou francês)

  • Apoio ao Estudo;

  • Área de Desenvolvimento Pessoal e Social (nos anos anteriores a 2018/2019).

Existirão momentos para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares.

Existe, ainda, a possibilidade de os alunos realizarem as atividades de consolidação de conteúdos no Colégio três dias por semana. Nos outros dois dias destinam-se a atividades livres ou a realizar atividades que se encontrem em atraso.

 

3.4 Organização do 3º. Ciclo do Ensino Básico

No 3º. Ciclo do Ensino Básico, tendo por base a matriz curricular estabelecida, existem os seguintes componentes do currículo:

  • Português;

  • Línguas Estrangeiras:

    • Inglês;

    • Francês;

  • Ciências Sociais e Humanas;

    • História;

    • Geografia;

    • Cidadania e Desenvolvimento (no ano letivo 2018/2019);

  • Matemática;

  • Ciências Físico-Químicas:

    • Ciências Naturais;

    • Ciências Físico-Químicas;

  • Educação Artística e Tecnológica;

    • Educação Visual;

    • Formação Artística (para o 7º. Ano, no ano letivo 2018/2019);

    • Tecnologias da Informação e Comunicação;

  • Educação Física;

  • Oferta complementar de 3ª. língua estrangeira (espanhol)

  • Apoio ao Estudo.

Existirão momentos para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares.

Existe, ainda, a possibilidade de os alunos realizarem as atividades de consolidação de conteúdos no Colégio três dias por semana. Nos outros dois dias destinam-se a atividades livres ou a realizar atividades que se encontrem em atraso.

 

Capítulo 4

Finalidades a atingir durante a vigências do Projeto Educativo

 

O presente projeto foi concebido e desenvolvido tendo por base as diferentes perspetivas e conceções dos mais diversos intervenientes no processo educativo, com vista ao desenvolvimento académico, social e cívico dos nossos alunos, como participantes ativos na sociedade. Depois de uma análise conjunta dos princípios orientadores e metodologias a adotar na construção deste projeto, salientamos as seguintes problemáticas que se encontraram na genealogia deste projeto:

 

1.Ao nível dos comportamentos e atitudes, foram diagnosticados, por parte de alguns alunos:

  1. Défices na capacidade de hábitos de trabalho e de estudo autónomo;

  2. Dificuldades na gestão de tempo/organização;

  3. Dificuldade ao nível da atenção e concentração, principalmente em tarefas de longa duração;

  4. Baixos níveis de motivação e persistência em atividades que requeiram maior esforço;

  5. Indiferença face a determinados valores de convivência em sociedade (civismo; respeito pelo outro e pela sua diferença; respeito pelos espaços; solidariedade; cooperação; tolerância…), em elementos pontuais;

  6. Dificuldade na adoção de comportamento que impliquem uma preocupação ambiental e desenvolvimento sustentável;

 

2.Ao nível do desenvolvimento e das competências académicas, os nossos alunos apresentam dificuldades:

  1. Na articulação correta de palavras e na aquisição das pré-competências de leitura, escrita e cálculo;

  2. Nos domínios oral e escrito da língua materna, continuando a verificar-se alguma dificuldade ao nível da expressão oral, problemas ao nível da correção ortográfica, fraca predisposição para a escrita autónoma e hábitos de leitura escassos;

  3. No raciocínio lógico/formal, fundamental para a estruturação do pensamento na resolução de problemas, tomada de decisões, perceção de regularidades, análise e tratamento de dados, discussão e aplicação de ideias…

  4. Na compreensão da linguagem matemática e na sua aplicação na resolução de problemas, principalmente porque continuam a menosprezar a sua utilidade prática;

  5. Dificuldade em reconhecer as potencialidades do meio envolvente, bem como conhecer o património material e imaterial existente no mesmo;

 

3.Ao nível dos recursos humanos e materiais foi detetada:

  1. A necessidade de realizar um plano de formação com vista à formação contínua do pessoal docente e não-docente;

  2. Contratação de um professor de ensino especial, de forma a melhorar o apoio prestado aos alunos que apresente mais dificuldades;

  3. Uma dotação de todas as salas de aula com material didático e lúdico diversificado;

  4. Alocar a cada sala um quadro interativo, podendo tornar as aulas mais atrativas e a aprendizagem mais efetiva;

  5. Aquisição de material de laboratório, favorecendo as aulas práticas das ciências naturais e físico-químicas;

  6. Aquisição de material diversificado para o polidesportivo;

  7. Aquisição de balizas de futebol, permitindo a prática desportiva, no campo exterior;

  8. Uma reorganização da biblioteca de forma a potencializar a sua utilização otimizada;

  9. Apetrechamento da biblioteca com livros adequados ao 3º. Ciclo, havendo uma lacuna nesta oferta;

  10. Necessidade de adquirir livros em língua estrangeira, já que os alunos não apresentam hábitos de leitura principalmente em inglês;

  11. Uma maior dinamização da sala de informática, para que os alunos possam utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação, ao serviço da aprendizagem;

  12. Atualização dos equipamentos informáticos;

  13. Uma implementação do centro de recursos multimédia para a criação de materiais didáticos de apoio às diversas áreas do currículo;

  14. Necessidade de criação de momentos de formação para pais, levando-os a participar ativamente nos mesmos;

  15. Dificuldade em criar momentos de integração das atividades, nas diferentes valências, de modo a criar sinergias entre os diferentes elementos da comunidade educativa.

 

Com a elencagem anterior procuramos, de forma sistemática, identificar os aspetos negativos e procurar soluções conjuntas que envolvam toda a comunidade escolar e permitam ultrapassar os constrangimentos com vista a uma crescente melhoria da qualidade dos nossos serviços. Neste sentido, e tendo como ponto de partida as problemáticas anteriormente referidas, propomo-nos alcançar os seguintes objetivos:

 

1. Comportamentos/Atitudes:

  1. Reforçar hábitos e estratégias de trabalho, individual e em grupo, e favorecer o desenvolvimento de atitudes de reflexão metódica, de abertura de espírito, de sensibilidade, de disponibilidade e adaptação à mudança;

  2. Aumentar os níveis de atenção, concentração e motivação dos alunos, nas mais diversificadas tarefas;

  3. Promover valores e atitudes que levem ao exercício de uma cidadania plena, responsável, ativa, crítica e justa;

  4. Corresponsabilizar os alunos nas regras de funcionamento da escola e da sociedade, envolvendo-os como agentes ativos de um espaço de cidadania;

  5. Fomentar a preocupação pelo ambiente e pelo desenvolvimento sustentável;

  6. Criar tempos de Cidadania e Desenvolvimento em que todas as turmas possam discutir temas de relevância, definido pela Estratégia Nacional de Cidadania e Desenvolvimento, no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular. No ano letivo 2018/2019 os temas escolhidos são:

    • Direitos humanos;

    • Igualdade de Género;

    • Interculturalidade;

    • Desenvolvimento Sustentável;

    • Educação Ambiental;

    • Saúde;

    • Sexualidade (desde o Pré-escolar até ao 3º. Ciclo);

    • Segurança Rodoviária;

 

 

2. Desenvolvimento e Competências:

  1. Fomentar o desenvolvimento da linguagem, dando competências aos profissionais e aos pais, para a sua promoção;

  2. Desenvolver metas em cada ano de escolaridade, desde a creche ao pré-escolar, encontrando estratégias para que cada criança desenvolva pré-competências de leitura, escrita e cálculo;

  3. Promover um pensamento crítico, incentivado por um processo de questionação constante;

  4. Desenvolver a criatividade na realização das tarefas e na resolução dos problemas do dia-a-dia, tendo em conta a idade de cada aluno e criança;

  5. Estimular competências de comunicação colaborativa, desenvolvendo redes de recursos e apoio interpares;

  6. Promover a capacidade de argumentação, assente na crescente complexidade dos discursos orais e escritos, reconhecendo as suas diferentes finalidades e processos de gestão emocional;

  7. Consolidar o desenvolvimento do raciocínio lógico/formal, compreendendo e aplicando a linguagem de forma correta;

  8. Fomentar a aquisição e aplicação de saberes cada vez mais aprofundados, baseados na observação, na exploração teórico-prática, na reflexão crítica e na experimentação;

  9. Reconhecer as potencialidades do meio, bem como, o seu património, através de pesquisas e realização de visitas de estudo;

  10. Criar hábitos de leitura, nas diferentes idades, quer na língua materna, como no inglês.

 

3. Recursos humanos e materiais:

  1. Consolidar espaços de reflexão e formação do pessoal docente e não-docente, mediante o estabelecimento de protocolos;

  2. Estabelecer protocolos de comunicação digital que visem a otimização do ensino-aprendizagem e gestão pedagógica;

  3. Universalizar os recursos mediáticos ao serviço da aprendizagem, fomentando a utilização dos quadros interativos;

 

Capítulo 5

Estratégias de Operacionalização

 

Reconhecendo as crianças/os alunos como os cidadãos do futuro, acreditamos que o futuro se constrói em cada passo dado, por isso, a escola e toda a comunidade escolar têm um papel que vai muito para além do cumprimento do currículo nacional. Cada pequeno gesto, ação ou palavra poderão ser um pequeno passo para a mudança de atitudes, procedimentos e mentalidades. Neste sentido, o presente projeto não pode ser entendido como algo estanque e fechado mas antes como um documento dinâmico e aberto à mudança, de modo a permitir adaptações e apropriações à realidade, de forma a criar cidadãos criativos, ativos e críticos.

Tentamos, por isso, antever um caminho a seguir, um trajeto ao qual estão subjacentes formas de operacionalização para a concretização da Escola como um espaço privilegiado de educação para a cidadania, onde se integram, articulam e promovem aprendizagens diversificadas e significativas, competências académicas e sociais, atitudes e valores de cidadania plena, com vista à formação integral dos alunos.

Assim, o Colégio Marca d’Água por forma a solucionar os problemas diagnosticados e operacionalizar os objetivos evidenciados anteriormente, pretende:

 

  1. Promover momentos de estudo e trabalho autónomos, mediados pelos professores, a fim de consolidar hábitos de trabalho e estudo diversificados;

  2. Mobilizar saberes culturais, científicos e tecnológicos para compreender a realidade e abordar situações e problemas do quotidiano;

  3. Incentivar o uso correto da língua portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar pensamento próprio;

  4. Estimular o uso de línguas estrangeiras para comunicar adequadamente em situações do quotidiano e para apropriação de informação;

  5. Adotar metodologias personalizadas de trabalho e de aprendizagem adequadas a objetivos visados;

  6. Pesquisar, selecionar, organizar e analisar criticamente informação para transformar em conhecimento mobilizável;

  7. Realizar atividades de forma autónoma, responsável e criativa;

  8. Propor tarefas com tempo delimitado e definido pelos professores, estimulando e desenvolvendo, de forma crescente, a concentração dos alunos;

  9. Promover atividades que privilegiem o contacto com as atividades experimentais, fomentando a pesquisa, observação, análise crítica e dedução;

  10. Selecionar um grupo de situações problemáticas, que exijam a capacidade de raciocínio lógico/formal, a implementar na iniciativa “Problema da semana”/”Desafio do Mês”;

  11. Valorizar texto escrito como instrumento didático em todas as disciplinas e áreas curriculares não-disciplinares;

  12. Praticar atividades de leitura orientada, a implementar na atividade “Educação literária” e das fichas de leitura mensais;

  13. Realizar práticas que visem a construção e estruturação de textos e enriquecimento do vocabulário;

  14. Organizar atividades extra